segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

BENTO XVI, O PAPA DO AMOR

Na manhã desta segunda-feira (11/02) todo o mundo foi surpreendido com a notícia da renúncia do papa Bento XVI. Por meio de uma carta, o papa alegou que não tem mais forças e saúde para acompanhar o ritmo de trabalho que a Igreja Católica Apostólica Romana exige.

"No mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor, quer do corpo, quer da mente; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado." Foi esta a justificativa dada pelo papa Bento XVI na sua mensagem de renúncia, em um ato que vai ficar para a História do catolicismo, devido a humildade e a coragem demonstrada pelo pontífice.

Joseph Ratzinger Aloisius nasceu em 16 de abril de 1927, na aldeia de Marktl am Inn, na região alemã da Baviera. Em 1941, quando tinha apenas 14 anos, teve sua infância interrompida pelas bombas da Segunda Guerra Mundial, tendo sido recrutado pelo exército alemão, servido na guerra e tornado-se prisioneiro. Oriundo de uma família religiosa, o jovem Ratzinger estudou no seminário de Traunstein, na Escola Superior de Filosofia e Teologia de Freising, e na Universidade de Munique e recebeu o sacramento da ordem juntamente com seu irmão, em 1951. Ratzinger deu continuidade em seus estudos teológicos tornando-se  professor, primeiro na Universidade de Bonn, e, em seguida, nas Universidades de Münster, Tübingen e, finalmente, Regensburg, onde ensinou a história do dogma católico. Grande estudioso da doutrina católica, foi se tornando cada vez mais influente na hierarquia da Igreja sendo que, em 1977, foi nomeado arcebispo de Munique e Freising. Cinco anos depois, Ratzinger foi promovido novamente, quando o Papa João Paulo II o nomeou Prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé e Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Comissão Teológica Internacional. 
Ratzinger continuou nos trabalhos da Santa Sé, e quando a saúde de João Paulo II começou a ruir, em meados da década de 2000, Ratzinger foi amplamente visto como o favorito para se tornar o novo Papa. O papa João Paulo II morreu em 2 de abril de 2005, com a idade de 84, depois de mais de 26 anos no cargo  - o mais longo mandato na história. Em 18 de abril, um conclave papal - reunião dos cardeais da Igreja Católica - se reuniu para eleger seu sucessor. No quarto voto dos cardeais, na tarde de 19 de abril, Ratzinger foi eleito e a fumaça branca tradicional, que sinaliza a eleição de um novo papa, foi vista acima da Capela Sistina. Após a sua eleição, Ratzinger escolheu o nome papal de Bento XVI.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil se manifestou a respeito da renúncia do papa:
"A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB recebe com surpresa, como todo o mundo, o anúncio feito pelo Santo Padre Bento XVI de sua renúncia à Sé de Pedro, que ficará vacante a partir do dia 28 de fevereiro próximo. Acolhemos com amor filial as razões apresentadas por Sua Santidade, sinal de sua humildade e grandeza, que caracterizaram os oito anos de seu pontificado. 
Teólogo brilhante, Bento XVI entrará para a história como o “Papa do amor” e o “Papa do Deus Pequeno”, que fez do Reino de Deus e da Igreja a razão de sua vida e de seu ministério. O curto período de seu pontificado foi suficiente para ajudar a Igreja a intensificar a busca da unidade dos cristãos e das religiões através de um eficaz diálogo ecumênico e inter-religioso, bem como para chamar a atenção do mundo para a necessidade de voltar-se ao Deus criador e Senhor da vida.
A CNBB é grata a Sua Santidade pelo carinho e apreço que sempre manifestou para com a Igreja no Brasil. A sua primeira visita intercontinental, feita ao nosso País em 2007, para inaugurar a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, e, também, a escolha do Rio de Janeiro para sediar a Jornada Mundial da Juventude, no próximo mês de julho, são uma prova do quanto trazia no coração o povo brasileiro.
Agradecemos a Deus o dom do ministério de Sua Santidade Bento XVI a quem continuaremos unidos na comunhão fraterna, assegurando-lhe nossas preces.
Conclamamos a Igreja no Brasil a acompanhar com oração e serenidade o legítimo processo de eleição do sucessor de Bento XVI. Confiamos na assistência do Espírito Santo e na proteção de Nossa Senhora Aparecida, neste momento singular da vida da Igreja de Cristo."
O Programa Jovens com Deus em nome da Pastoral da Juventude da Diocese de Itapipoca/CE agradece por todas as realizações que o papa Bento XVI proporcionou para a juventude em seus sete anos de papado e, de maneira bem especial, para a juventude brasileira que será agraciada com a Jornada Mundial da Juventude, que ocorrerá em Julho de 2013, sem muitas alterações, como afirmou Dom Raymundo Damasceno Assis, presidente da CNBB, numa coletiva de imprensa. Agradecemos ao papa o fato de querer sempre o melhor para a Santa Igreja Católica, algo que ficou evidente em seu ato. Enfim, pedimos a Deus que a evangelização, tão necessária nos tempos vividos, seja sempre desempenhada com eficácia, tanto pelo futuro papa, como por todo o corpo da Igreja.
Fontes:

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